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A BUSCA PELO CONCRETO SUSTENTÁVEL

Construção >> Indústria cimenteira investe em tecnologias para reduzir os altos consumos de energia e água e diminuir o impacto das emissões de CO2, que já representam 5% do total mundial.

Com expectativas de crescimento em torno de 5% em 2012, a indústria da construção civil no Brasil avança para superar os 3,6% registrados no ano passado, conforme mostra o estudo A produtividade da Construção Civil, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado no final de junho de 2012, em São Paulo. Apesar de indicar o crescimento do projeto de infraestrutura no país, a estimativa desperta uma preocupação cada vez mais comum com a sustentabilidade, incluindo-se aí a indústria que atua na produção de concreto o material mais utilizado na construção civil num parâmetro mundial.

Uma das provas de importância dada ao concreto é o estudo que vem sendo executado desde 2009 pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), considerado o melhor centro de ensino e pesquisas mundiais em tecnologia. O grupo especial que trata especificamente do desenvolvimento de formas mais sustentáveis de fabricar o concreto. Denominado Concrete Sustainability Hub, esse grupo de estudos inclui alguns dos maiores cientistas e engenheiros da atualidade.

Segundo o pesquisador e professor emérito do MIT, Sidney Yip, o concreto dificilmente será substituído como material mais utilizado do planeta, em função do seu custo e eficiência. Ele acredita que a preocupação, no entanto, deve se concentrar no processo produtivo do concreto, que é responsável por cerca de 5% de todas as emissões de dióxido de carbono no mundo, além de ser um grande consumidor de energia e água.

“Isso ocorre porque o calcário e a argila, que são principais matérias primas do cimento, precisam ser triturados e aquecidos a 1450ºC, liberando 0.5 toneladas de CO2 para cada tonelada de cimento, o que é um número assustador”, explica Yip. Segundo ele, o problema tem outros desdobramentos uma vez que o pó de cimento precisa ser misturado com grandes quantidades de água, que chegam a compor 20% do concreto, antes de ser utilizado na construção civil.

No entanto o pesquisador conta que o entendimento do processo de endurecimento do cimento ainda é um mistério no campo científico. Ele explica que a curva de endurecimento age de forma estranha, pois o cimento passa de forma líquida para a forma sólida em velocidades irregulares, incluindo uma pausa prolongada em que o material permanece “pastoso” antes de solidificar rapidamente. Segundo Yip, mesmo com a utilização de aditivos, como plastificantes, as reações químicas da última etapa de solidificação não sofrem mudanças.

A crescente conscientização dos fabricantes na avaliação de Yip deve estimular as parcerias na indústria cimenteira com instituições de ensino e pesquisa, fundamentais na busca por soluções sustentáveis. “Não basta ter cientistas desenvolvendo novas tecnologias e o governo criando novas regulamentações e incentivos”, diz ele. “É essencial também a participação de quem conhece as necessidades e demandas do mercado, pois não adianta desenvolver produtos que não tenham viabilidade de aplicação”, conclui.

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