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CRESCIMENTO CONTINUA

Construção >> Alta na construção deve ser superior à registrada em 2013, que chegou a 1,9% e ultrapassou o resultado de 2012.

A perspectiva de que muito projetos de infraestrutura no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) vão sair do papel e finalmente virar realidade está animando o setor da construção civil. O otimismo é comedido e não se compara ao do início de 2013, quando iniciou o ano com uma estimativa que logo não vingou e foi sendo revista sempre para baixo já a partir do segundo trimestre. Ninguém, é claro, prevê para 2014 uma expansão de dois dígitos como a registrada em 2010, quando a construção civil viveu um dos seus momentos históricos. Mas a maior parte estima alta superior à verificada em 2013, que ficou em 1,9% e superou o crescimento de apenas 1,4% do ano anterior, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) compilados pela Câmara Brasileira da Indústria da Coastrução (CBIC). "Nós tivemos uma fase de muita euforia, até de exagero do mercado, que resultou em elevados estoques, falta de mão de obra e de materiais, mas ele vem se reequilibrando e deverá continuar crescendo, mas ainda com muito equilíbrio", diz Paulo Safady Simão, presidente da CBIC, se referindo ao boom de 2010 que se estendeu até o primeiro trimestre de 2012. "Vamos continuar com um mercado imobiliário positivo porque tem ainda muita demanda a ser suprida, e a área de infraestrutura tem uma perspectiva melhor este ano em função dos projetos que serão finalizadas para a Copa do Mundo e da recente definição pelo governo federal de alguns modelos de concessão", afirma Simão, mantendo em sigilo o percentual de alta esperado para este ano.

O setor fechou 2013 com Produto Interno Bruto (PIB da construção) de aproximadamente R$ 220 bilhões ou o equivalente a 4,5 % do PIB do país, enquanto a cadeia atinge em torno de 9%, podendo alcançar até 13%, de acordo com a diversidade de variáveis computadas nas estatísticas das entidades representativas. Eduardo Zaidan vice-presidente de economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) prevê crescimento para o setor em linha com o PIB brasileiro este ano, em torno de 2,5%. Já as vendas da indústria de materiais de construção devem avançar 4,5%, estima Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Em 2013, cresceram 3%, para R$ 137 bilhões.

 Informação de Valor, projeta um crescimento do PIB real da construção de 3,37,, este ano e de 2,7%, em 2015. "Vimos uma retomada de crescimento forte nas vendas de imóveis no Rio de Janeiro e em São Paulo a partir dos últimos meses de 2013, que poderá prosseguir, e são mercados muito relevantes para o setor. O governo também está empenhado em estimular a área de infraestrutura, está alinhado com isso e tem tentado atrair investidores internacionais para as grandes obras, que deverão também ser foco maior do BNDES.

De acordo com os executivos, a área de infraestrutura tem sido o "patinho feio" do setor, que deve boa parte de seu desenvolvimento nos últimos dois anos ao ramo imobiliário. Para Simão, as recentes definições sobre os modelos de concessões devem acelerar os investimentos em projetos que envolvem aeroportos, portos, estradas, entre os mais expressivos do segmento de infraestrutura contemplados no PAC 2. Zaidan compartilha a opinião de Simão, afirmando que o poder público reviu seu intervencionismo exagerado nas agências reguladoras, como a fixação de margens de retorno nos modelos de concessões, que estava afastando a iniciativa privada dos investimentos em infraestrutura.

Um dos resultados disso foi o sucesso dos leilões de concessão dos aeroportos internacionais no do Galeão, do Rio de Janeiro, e Cofins, de Minas Gerais, no final do ano passado, que tiveram ágio acima de 250% , quando somados. Os consórcios vencedores são formados também por empresas estrangeiras. Cover acredita que, após o segmento ter se mantido em 2013, nas estatísticas da Abramat, no mesmo patamar do ano anterior, as novas regras de concessões devem impulsioná-lo em 2014, quando crescerá 3%. "A participação histórica dessa área no faturamento da Abramat gira em torno de 22% , mas se andasse como deveria pularia para 25%", afirma.

Mesmo em ritmo também menos veloz no período, é o mercado imobiliário que tem segurado os indicadores com alguma alta, puxado especialmente pelo segmento residencial, com destaque ao Programa Minha Casa, Minha Vida, e pelo segmento conhecido como "formiguinha" - de venda de materiais de construção no varejo. Segundo a Abramat, as vendas da indústria de materiais para área de construção civil cresceram apenas 17% em 2013, respondendo por 28%, do faturamento. Este ano devem crescer 3%.

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