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O POTENCIAL E A FORÇA DA CONSTRUÇÃO CIVIL BRASILEIRA

Notícias >> Goiânia e Goiás mais uma vez mostrou o seu potencial ao sediar no mês de maio, em nossa capital, o maior encontro da América Latina voltado ao segmento da construção civil, o ENIC.

Goiânia e Goiás mais uma vez mostrou o seu potencial ao sediar no mês de maio, em nossa capital, o maior encontro da América Latina voltado ao segmento da construção civil, o ENIC. O Encontro reuniu mais de 1500 empresários, tendo na abertura a participação da presidente Dilma Rousseff, do governador de Goiás, Marconi Perillo, do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, além de várias autoridades e empresários de diversas partes do país. Durante o evento contou com a presença também do presidenciável Eduardo Campos e de representantes dos poderes legislativo e judiciário. Foram debatidos diversos temas relacionados ao setor, como os desafios, as oportunidades, as perspectivas e os gargalos que precisam ser rompidos para o desenvolvimento do país. Quero parabenizar a comissão organizadora do ENIC e seus parceiros pelo sucesso e prestígio recebido com a sua realização. Diante de tantos nomes de empresários, colaboradores e líderes classistas que deram a sua contribuição, quero destacar os presidentes Paulo Safady Simão, da Câmara Brasileira das Indústrias da Construção (CBIC), Carlos Alberto, do Sindicato das Indústrias da Construção em Goiás (SINDUSCON) e Ilézio Inácio Ferreira, da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (ADEMI). Para mim é uma honra fazer parte desse segmento e como goiano fiquei muito orgulhoso com a qualidade do evento, que serviu para a troca de experiências e impressões sobre os desafios, entraves e transformações almejadas em nosso país. Foi uma grande oportunidade para destacar a importância e a força da Construção Civil para Goiás e para o Brasil, com destaque principalmente pela unidade do segmento em agregar pessoas e construir propostas em prol do futuro das cidades e do país. Em especial peço licença para enaltecer o papel desenvolvido pelo amigo e companheiro Paulo Simão, que, após 11 anos de gestão, encerrará o seu mandato à frente da CBIC. Com a sua postura equilibrada, desempenhou uma gestão atuante, em constante diálogo com os sindicatos da construção civil nos estados e com os diversos segmentos da sociedade. Desenvolveu ações propositivas e fez com que a CBIC tivesse uma participação importante e decisiva na criação de um dos maiores programas de habitação popular do Brasil, o Minha Casa Minha Vida. O Programa contribuiu para alavancar a demanda pela construção civil brasileira e a sua cadeia produtiva, gerando também emprego, renda e receitas. Ao longo dos anos a construção civil tem se modernizado e mesmo diante dos desafios ela tem demonstrado dinamismo e se posiciona entre as principais atividades que movem a economia de Goiás e do Brasil. Em 2002 havia no país 102.039 estabelecimentos que atuavam no segmento e em 2012 já eram 208.537, aumento de 104,37%. Segundo a RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2006, existiam em Goiás 3.312 estabelecimentos atuando na construção civil, que geravam 36.655 empregos. Em 2012, passaram para 7.336 estabelecimentos, que empregaram 91.219 pessoas. De acordo com o CAGED, em 2013, o segmento alcançou 102.276 trabalhadores. A Construção Civil tem sido a grande responsável por esses respeitáveis resultados, sendo que, de 2000 a 2013, foi o segmento que teve o maior crescimento relativo no número de ocupações (184,54%). Esta é uma atividade que constrói o desejo das pessoas, contribui para o fornecimento de serviços básicos à sociedade e se destina ao crescimento das cidades e à melhoria qualidade de vida da população. É por meio dela que os governantes procuram atender as grandes demandas da população. A construção civil contribuiu significativamente para que Goiás desse um enorme salto de desenvolvimento socioeconômico, com a atração de investimentos, a modernização da engenharia, a qualificação das empresas e as parcerias entre os setores público e privado. É preciso reconhecer a atuação do governo de Goiás, por meio do governador Marconi Perillo e sua equipe, que tem desenvolvido uma gestão que contribui com a valorização e melhoria na competitividade das empresas goianas, com a viabilização de recursos e importantes investimentos em obras, programas rodoviários e de infraestrutura. Uma grande conquista para Goiás foi a recém-inaugurada ferrovia Norte-Sul, que contribuirá em muito com a redução de custos para as empresas, atrairá mais investimentos, movimentará a cadeia produtiva e a economia goiana. Outro passo importante que está sendo executado é em relação às obras de extensão da tramo sul, que vai de Ouro Verde (GO) até o limite dos municípios de Fernandópolis (SP) e Estrela do Oeste (SP), pois permitirá a integração da ferrovia com outros modais e com as demais regiões do país. No Brasil ainda há um campo monumental de oportunidades no setor. Temos a convicção de que avançamos muito, mas ainda temos muito o que fazer. O mercado, a exigência crescente da qualidade e a concorrência obrigam também nossas empresas a se profissionalizarem mais e mais, pois somente assim ocuparão seu espaço específico. Ao longo dos anos as empresas têm se dedicado para implantar inovações na produção, na qualificação da gestão, dos operários e dos fornecedores; bem com na implantação de padrões de qualidade nas obras e no desenvolvimento tecnológico e nas práticas socialmente responsáveis. O setor empresarial brasileiro tem feito a sua parte, com apoio de instituições como CNI, SESI, SENAI, IEL e em Goiás, por meio do Sistema FIEG. Ainda precisamos enfrentar para eliminar gargalos que prejudicam a efetivação de um ambiente mais favorável para os negócios, sendo necessárias ações para aumento da competitividade das empresas e da produtividade, com a redução tributária, da burocracia, dos juros, a modernização da legislação trabalhista, aumento dos canais de financiamento etc. Tenho a certeza de que, unidos, conseguiremos evoluir mais rapidamente na construção do país com que sonhamos e o setor da construção civil tem desempenhado um papel importante nessa luta. (Paulo Afonso Ferreira, 1º diretor Secretário e presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI; diretor Geral do Instituto Euvaldo Lodi (IEL))
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