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PERSPECTIVA É DE QUE O PIB DO PAÍS AVANCE 6,7% NESTE ANO E 6,8% EM 2015

Mercado Imobiliário >> Há vários segmentos com potencial para expansão. Entre os principais estão: construção civil, varejo, laboratórios, tecnologia e infraestrutura.

Com oportunidades de negócios similares às do Brasil na década de 1990, Angola aparece como chance entre novos mercados para empresários brasileiros. Há vários segmentos com potencial para expansão. Entre os principais estão: construção civil, varejo, laboratórios, tecnologia e infraestrutura. A perspectiva é de que a economia angolana cresça 6,7% este ano e 6,8% em 2015.

"As pequenas e médias empresas brasileiras podem encontrar grandes negócios em Angola. As gigantes [como Odebrecht e Camargo Corrêa] já operam por lá e dominam o mercado. Mas ainda há oportunidade para negócios menores", explicou o especialista em logística e diretor da holding angolana Trading Best Company, Roberto Jerger Fialkovits.

Na visão do executivo, as oportunidades de negócios com brasileiros são maiores em função da similaridade com o modelo de operação por aqui. "O Brasil sai à frente para fornecer produtos e serviços para Angola já que as altas taxas para operação são similares as encontradas por aqui".

"Para os setores de construção e infraestrutura", diz Fialkovits, "as oportunidades são imensas". De acordo com ele, o país já iniciou um processo de obras em portos, energia, telecomunicações e rodovias.

Entre as empreiteiras interessadas, a construtora carioca Maxxi planeja começar a operar no país africano ainda este ano. De acordo com o diretor de novos negócios, Paulo Sanches, a iniciativa surgiu após um seminário sobre oportunidades em países emergentes. "No Rio de Janeiro as pequenas e médias construtoras estão sendo engolidas pelas grandes. Fomos a um evento de comércio exterior e, através de parcerias comerciais, surgiu a oportunidade de ingressar no mercado angolano", afirmou.

A empresa que entra no país para terceirizar uma grande obra de infraestrutura, já pensa em conseguir novos contratos: "Abrimos em maio um escritório em Luanda e agora vamos em busca de novos negócios", diz Sanches.

Outras áreas

Com ativos em São Paulo, Rio de Janeiro, Aveiro, Porto, Lisboa, Casablanca, Luanda e Maputo o grupo especializado em infraestrutura e tecnologia para telecomunicações Open Ideia é uma das que pretendem crescer no mercado angolano.

Segundo o diretor da empresa em Luana, Manuel Dinis, o crescimento e a inovação para as telecomunicações são destaque na economia local. "A era digital já e uma realidade em Angola, e sem telecomunicações não há nenhum serviço, os bancos estão cada vez mais ligados às telecomunicações. A internet também vem ganhando espaço nesses serviços, tanto na comunicação entre os bancos, quanto com clientes", disse.

Quem também pretende aproveitar a expansão do mercado angolano é o grupo brasileiro. Prepara. Através da marca Prepara Cursos, a empresa já projeta, para este ano, abertura de unidades no país africano, além de chegar no Japão. A perspectiva da empresa para o ano é alcançar faturamento de R$ 297 milhões, somando mil unidades franqueadas. "Estamos num segmento promissor. As pesquisas só mostram que os brasileiros estão cada vez mais dispostos a investir em educação, o mercado também é bom para Angola, em que a educação também cresce em ritmo acelerado", diz o fundador do Grupo Prepara, Rogério Gabriel.

Linha de crédito

Este mês o Brasil anunciou a abertura de uma nova linha de crédito a Angola. Com valor de US$ 2 bilhões o crédito será direcionado aos setores de construção civil, e energia.

Segundo o ministro das Finanças angolano, Armando Manuel, várias empresas brasileiras se mostraram interessadas em atuar no país africano e, com o crédito, haverá mais fôlego para execução de projetos.

A perspectiva do ministro é que o país precise gastar muito mais que esse valor para refazer pontos cruciais da infraestrutura no país, prejudicada pelas guerras civis.

Além desta linha de crédito, o governo brasileiro já liberou cinco outras. "A nova linha eleva o total para US$ 7,83 bilhões, o que deixa claro que há uma ligação crescente entre os dois países", disse Manuel em comentários transmitidos pela rede de TV estatal de Angola TPA.

Principal parceiro comercial de Angola, a China firmou um empréstimo na casa dos US$ 13,4 bilhões para os setores de petróleo por infraestrutura. Como resultado, as empresas de construção chinesas já fecharam a execução de boa parte dos projetos.

História recente

Após passar 27 anos em guerra civil Angola entrou, em 2002, em um momento de maior estabilidade econômica. Resultado de uma ampliação da relação entre Brasil e o país africano, que aconteceu durante os dois mandatos do ex-presidente Lula, várias empresas brasileiras chegaram em solo angolano, entre elas, Petrobras, Vale e Galvão Engenharia.

"O alto retorno dos investimentos em Angola, motivado pela reestruturação que o país passa, é uma solução para o empresário brasileiro driblar a desaceleração econômica", disse Fialkovits. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o Produto Interno Bruto (PIB) angolano deve avançar 6,7% este ano e 6,8% em 2015, enquanto a previsão do Banco Central é de avanço de 1,6% do PIB brasileiro este ano.

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