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DESENVOLVIMENTO E CONSTRUÇÃO CIVIL

Notícias >> Particularmente, em Minas Gerais, o resultado foi ainda mais satisfatório, com uma média anual de crescimento de 5,03%.

Teodomiro Diniz Camargos - Vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e presidente da Câmara da Indústria da Construção (CIC/Fiemg), que promove o Minascon/Construir Minas 2014 Inúmeros indicadores demonstram que o cenário econômico nacional está muito longe de ser exuberante. Os juros altos, a inflação no teto da meta, os índices de confiança de empresários e consumidores em patamares baixos, a desaceleração da geração de emprego formal, o modesto incremento do Produto Interno Bruto, a menor expansão do crédito, a perda da força de consumo, as consecutivas quedas da produção industrial, a redução dos investimentos e a deterioração das perspectivas de crescimento são alguns deles. Com uma coleção de números pouco alentadores, percebe-se facilmente que a temperatura da economia está muito fria e, mesmo depois de duas décadas do Plano Real, o Brasil ainda não conseguiu solidificar o seu crescimento. Mais do que problemas conjunturais, o cenário macroeconômico atual encontra velhos conhecidos: as deficiências de infraestrutura, a carga tributária elevada (e o complexo sistema tributário nacional) e o excesso de burocracia fazem parte desta lista e demonstram claramente as fragilidades existentes. Evidenciam, ainda, a necessidade de se alterar a orientação da política macroeconômica do Brasil, que nos últimos anos privilegiou o consumo sem fortalecer o investimento. Além disso, pouco avançou em relação às reformas necessárias, gerando incertezas sobre o futuro. A agenda para o desenvolvimento é conhecida, mas foi pouco utilizada. É preciso corrigir a rota e mudar a direção. O percurso a ser seguido passa, naturalmente, pela ampliação dos investimentos, o que proporcionaria o retorno do ânimo e da confiança de empresários e de consumidores, retomando a credibilidade interna. É de conhecimento geral que a construção civil é um dos setores que conseguem impulsionar a mola da economia, pois é um dos braços do investimento. Fábricas, escolas, rodovias, portos, aeroportos, ferrovias, hospitais, habitações entre tantos outros fazem parte de suas atividades e das necessidades mais básicas do país. Ela responde por mais de 40% do total de investimentos. Com 13,4 milhões de pessoas ocupadas em toda a sua cadeia produtiva, o setor é capaz, além de fortalecer a economia, de proporcionar desenvolvimento social. Dinamizar as suas atividades é naturalmente alavancar o crescimento socioeconômico e ampliar os investimentos necessários. É solidificar as bases físicas imprescindíveis para um desenvolvimento duradouro. Nos últimos 10 anos, a construção civil vivenciou um importante ciclo de desenvolvimento, contribuindo efetivamente para uma maior expansão da economia nacional. De 2004 a 2013, a taxa média anual do incremento de suas atividades foi de 4,28%. Particularmente, em Minas Gerais, o resultado foi ainda mais satisfatório, com uma média anual de crescimento de 5,03%. Mas, desde 2012, o setor vem apresentando desaceleração do ritmo de suas atividades devido ao cenário de deterioração do ambiente de negócios. Com isso, as taxas de crescimento têm ficado inferiores às necessárias. Para alterar esse quadro, o setor tem ampliado os seus esforços em várias áreas: na capacitação da sua mão de obra, na utilização de novos processos construtivos, na utilização de inovações tecnológicas, na maior preocupação com o meio ambiente e com a sustentabilidade e na solidificação do desempenho de suas edificações. Está apto a ajudar a transformar a realidade nacional. O país precisa muito mais do que de uma ilusão trazida pela realização de uma Copa do Mundo. Precisa jogar luz no horizonte, restabelecendo a confiança perdida, o que certamente se refletiria positivamente nos investimentos. Uma das formas para isso é resolver suas fragilidades básicas, e a expansão da construção civil pode contribuir muito. Somente assim será possível mudar o cenário futuro.
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