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CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL GANHA APOIO DO SETOR

Notícias >> Selo verde é apontado como diferencial para enfrentar competição do mercado.

Sustentabilidade é base de seis dos nove empreendimentos que ganharam o Master 2014. São quatro edifícios de lajes corporativas com certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), incluindo um fora do eixo Rio-São Paulo: o LC Corporate Green Buuilding, em Fortaleza. Além de um hotel de luxo em Brasília, outro premiado foi o projeto da Cidade Criativa, em Palhoça (SC), incluída no programa Clima Positivo, da Fundação Clinton. "O selo Leed é, claramente,diferencial para as empresas", diz Benny Finzi, diretor da Hines do Brasil, que executou trabalho de retrofit no 740 Anastácio, localizado na zona oeste de São Paulo. São 7,7 mil m² de área construída, em terreno de 55,6 mil m², com espelho d'água no pátio central. Para ele, prédios que não buscam certificação 'já começam um passo atrás". Em 2012, a Hines comprou o imóvel, abandonado, e restaurou sua estrutura, recuperando o paisagismo e a arquitetura de linhas retas do prédio, com três pavimentos. A redução do consumo de 30% com energia e de 20% com água é resultado da opção feita pela construção sustentável. Além da tecnologia e do paisagismo, Benny destaca o teto retrátil do 740 Anastácio. A antiga cobertura foi substituída por uma estrutura de aço e alumínio que desliza sobre trilhos. Benny se orgulha de ter transformado um imóvel sem vida em marco do retrofit em edifícios corporativos para locação. Assinado pela Tecnum Construtora, o Edifício Cidade Jardim, no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo, também é um exemplar corporativo, com lajes de 1.500 m². Inaugurado em 2013, tem 10 andares e quatro subsolos de garagem. O presidente da Tecnum, Jorge Batlouni Neto, diz que a obra foi um desafio. A caixa de vidro do hall, com pé-direito de 8 metros, tem estrutura mista, com bandejas e colunas integradas por cabos de aço. Os vãos livres de 13,6 metros, com vigas e lajes apoiadas em pilares junto às fachadas, permitem vários layouts aos usuários. Com área construída de 26,5 mil m², o Cidade Jardim tem selo Leed Gold, que garante eficiência energética no controle operacional. Outro premiado do segmento comercial foi o Rio Corporate, da Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), construído na Barra da Tijuca, novo eixo de negócios do Rio de Janeiro. Composto por duas lajes de alto padrão e seis pavimentos de lajes corporativas, foi entregue em janeiro de 2013. Com vista para a Lagoa de Jacarepaguá, tem fachada revestida de granito e pé-direito com 3,75m. O projeto - com os elevadores, escadas e sanitários concentrados no centro das lajes - garante melhor aproveitamento dos espaços. Na área comum,há sensores de presença ligados à iluminação, e vidros laminados reduzem troca de calor com o exterior. "Oferecemos aos clientes o que há de melhorem inovação e sustentabilidade", diz o presidente da OR, Paulo Altit. Hotel. Lançado em 2010 e concluído em 2013, o Brisas do Lago, também construído pela Odebrecht Realizações, marca sua entrada no mercado de hospedagem de luxo em Brasília. O hotel, com 750 apartamentos, une serviços de hospedagem e oportunidade de investimento, com um sistema de venda de unidades autônomas chamado Hotel de Investidores Imobiliários Pulverizados (HIIP). O parque aquático, com piscinas e cascatas, tem 600m² de área. Usa energia solar para aquecimento de água, e uma de suas fachadas, com jardim suspenso, ameniza o calor e reduz a carga de ar condicionado. Segundo o presidente da OR, o Master reforça, ano após ano, a evolução da qualidade dos projetos. O LC Corporate Green Tower foi concluído no primeiro semestre, diz o presidente da LC5 Incorporações, Luciano Cavalcante Filho. Em terreno com 3,7 mil m², o edifício tem 19 andares, com 342 conjuntos comerciais. "Tenho dois andares para locação, com lajes de 750 m² e 1.500 m²." O valor geral de vendas (VGV), segundo ele, é de R$ 140 milhões. "Vendemos 60% do prédio." Vidros com alto isolamento térmico e ar condicionado VRF, que reduz consumo de energia, além de fontes e espelhos d'água abastecidos por tanques de reúso da chuva, são suas credenciais. A vegetação do telhado-parque combate as "ilhas de calor" e a irrigação por gotejamento economiza 50% de água. "É o primeiro green building do Nordeste", diz o construtor, ao destacar que o LC Corporate é pioneiro na região a obter selo Leed. "Se tivesse feito sem a certificação, agora já seria um prédio antigo." Grandes empresas, segundo ele, só querem se instalar em prédio sustentável. Ele diz que contratou o escritório do arquiteto Jaime Lerner para o projeto de um bairro planejado,em terreno de420hectares, na zona de expansão do Porto do Pecem, na região metropolitana de Fortaleza. "São 420 quadras, e quero fazer uma obra nos padrões de Pedra Branca", diz, referindo-se ao empreendimento de Santa Catarina. Em Palhoça (SC), a Pedra Branca S/A constroi a Cidade Criativa, com VGV de R$ 6 bilhões, trata-se de um bairro-cidade que terá 1,7 milhão de m² de área construída e 12 mil unidades entre apartamentos, escritórios e centros comerciais. A primeira etapa foi iniciada em 1999. "Chegamos a 9% do total planejado", diz o presidente da Pedra Branca, Valério Gomes Neto. "Já temos mil unidades de uso misto, sendo 60% residencial e 40% comercial." A Cidade Criativa Pedra Branca chamou atenção da Fundação Clinton, que a incluiu no Desenvolvimento do Clima Positivo, ao lado de 17 projetos ao redor do mundo eleitos pela ONG americana. O projeto foi apresentado no congresso mundial Greenbuilding de 2008. "Caímos no radar da fundação", diz Gomes Neto, apostando na construção de um bairro sustentável, que ofereça qualidade de vida, onde as pessoas morem, trabalhem e se divirtam.
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