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O AJUSTE PROLONGADO DO MERCADO IMOBILIÁRIO

Notícias >> Entre os ingredientes básicos do mercado imobiliário estão o crédito e a existência de déficit de habitação.

O mercado imobiliário alcançou notável avanço, nos últimos anos, graças à demanda por áreas edificáveis, à multiplicação do número de construtoras e do volume produzido e ao surgimento de milhões de mutuários potenciais, interessados nas moradias destinadas tanto aos estratos sociais mais baixos como à classe média. É natural, pois, que numa fase de declínio da atividade econômica o setor imobiliário tenha de rever seus parâmetros de atuação, buscando equilíbrio em patamares operacionais mais baixos.

Foi o que se verificou em julho no mercado imobiliário, como mostra a pesquisa do sindicato da habitação (Secovi). Na capital paulista, os lançamentos caíram 59,7% em relação a junho, de 2.413 para 973 unidades, enquanto as vendas de imóveis novos acusaram retração de 31,3%, de 1.072 unidades, em junho, para apenas 736 unidades. Também na região metropolitana os indicadores foram negativos, com a diminuição de 49,5% no número de unidades comercializadas, de 3.375 para 1.706. Entre janeiro e julho de 2014, houve redução de 21,5% no número de lançamentos (de 15.714, em 2013, para apenas 12.333 unidades).

Não há, a rigor, desinteresse dos compradores pela aquisição da moradia ou pela mudança para uma unidade mais adequada às necessidades familiares, mas uma atitude de cautela, até que se conheçam os novos governantes e a política econômica que vigorará a partir de 2015.

Não é diferente a postura das construtoras e incorporadoras, muitas das quais estão com estoques acima do desejável e fazem promoções de venda para não incorrer em custos elevados - financeiros, tributários e condominiais. É o resultado da diminuição da velocidade de vendas de imóveis: em 12 meses, até julho, as vendas corresponderam a 50,4% da oferta inicial e lançamentos, ante 65,5%, em julho de 2013.

Na capital, um elemento restritivo da atividade foi a mudança do Plano Diretor, encarecendo o custo da habitação. Até as alterações viárias, que reduziram o espaço para a circulação de automóveis e aumentaram o de ônibus e de bicicletas, dificultam as decisões. O presidente do Secovi, Claudio Bernardes, fala na necessidade de o setor "se reinventar", como já fez em outras ocasiões, para adaptar-se às novas regras urbanas.

Entre os ingredientes básicos do mercado imobiliário estão o crédito e a existência de déficit de habitação. Mas seu desenvolvimento requer também oferta adequada e confiança no futuro.

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