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PARA ECONOMISTA, BRASIL PODE VOLTAR AOS TRILHOS EM 2015

Notícias >> O nosso crescimento, que vinha um pouco acima de 4% ao ano em média, passou para um patamar baixo, de 2% ao ano em média, sendo que esse ano caminhamos para um crescimento ainda inferior, perto de 0,5%. Um baixo crescimento que já se torna crônico.

O economista, escritor, filósofo e professor Eduardo Giannetti, 57, afirmou ontem, durante palestra em Natal, que o Brasil vive um momento de ‘reversão de expectativas’ em relação à economia, porém, foi taxativo ao dizer que é possível, já em 2015, recuperar o horizonte da economia e recolocá-la num bom caminho.

Adriano Abreu Eduardo Giannetti fez palestra para empresários da construção civil e do mercado imobiliário. É preciso ter uma previsibilidade, uma permanência das regras de funcionamento da economia para que o setor privado possa ter um horizonte adequado e volte a se animar para investir.

O economista, autor de diversos livros, nos quais combina reflexões filosóficas com teorias econômicas, esteve em Natal como palestrante convidado do Fórum Econômico e Imobiliário, promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN) e Tribuna do Norte, que na ocasião lançou mais uma edição especial do caderno Imóveis & Construção. A palestra foi realizada na sede da Federação das Indústrias do RN para empresários da construção civil e do mercado imobiliário.

 Como parte do movimento de retomada do crescimento, Giannetti defendeu a necessidade de um ajustamento macroeconômico, no início do próximo mandato presidencial, o que segundo ele não é nenhum bicho de sete cabeças.

Tem algo profundamente errado nas finanças públicas??É preciso restabelecer a confiança do empresariado na política econômica? Basta lembrar que o Brasil, em passado recente, fez dois grandes ajustamentos macroeconômicos bem sucedidos. O primeiro foi no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. Assim que ele entrou, teve a crise cambial e foi preciso fazer esse ajuste. A situação complicada que tínhamos em 1999, de inflação e de expectativa de recessão, com queda de 4% do PIB naquele ano, acabou sendo revertida e terminou com um crescimento de 0,5%, já apontando para um crescimento de 4% no ano seguinte, o que aconteceu, disse.

Continuando em seu raciocínio, ele disse que o presidente Lula herdou uma inflação de 12,5% num momento em que a economia não estava em recessão, mas estava parada, e existia uma enorme incerteza.

Ao final de um ano, com um competente e bem conduzido ajustamento, a inflação já estava convergindo para o centro e a economia já estava voltando a crescer. E passou a crescer a partir de 2004, disse Giannetti, que antes de começar a palestra fez questão de esclarecer que estava ali como economista, e não como porta-voz da candidata à Presidência da República Marina Silva, de quem é conselheiro econômico.

Quem está aqui é apenas o economista Eduardo Giannetti, disse, enfatizando que buscaria o máximo de isenção e objetividade, cumprindo com seu dever de ofício enquanto observador e analista da realidade, que é bem preocupante.

Segundo o economista, o governo Dilma Rousseff vai terminar o seu mandato em 2014 com a menor taxa de crescimento da era republicana no Brasil, depois dos governos de Floriano Peixoto e Collor de Melo. O nosso crescimento, que vinha um pouco acima de 4% ao ano em média, passou para um patamar baixo, de 2% ao ano em média, sendo que esse ano caminhamos para um crescimento ainda inferior, perto de 0,5%. Um baixo crescimento que já se torna crônico.

 

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