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ENTIDADES PROPÕEM AGENDA SUSTENTÁVEL PARA O BRASIL

Notícias >> Água é um dos temas destacados, uma vez que a estiagem já afeta a nossa economia

Três dos onze candidatos à Presidência da República estão à frente das pesquisas de intenções de votos para as eleições e é principalmente a eles que se dirige a "Agenda Cebds - Por um País Sustentável", do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), um conjunto de propostas na área de Sustentabilidade.

Lançado em agosto, o documento foi desenvolvido a pedido dos CEOs das empresas associadas ao Conselho. Foram destacados cinco macro-objetivos que englobam 22 propostas transversais ao tema da Sustentabilidade, em áreas como Educação, Saneamento, Equidade, Biodiversidade, Gestão de Recursos Hídricos, Energia e Mobilidade. Participam a Abralatas, Basf, Bayer, Brasil Kirin, Braskem, BRF, DNV, Dow Latin America, Ecofrotas, EY, GE, Lafarge, Masisa, Monsanto, PepsiCo, Pirelli, Renova Energia, Rhodia Solvay Group, Schneider Eletric, Shell, Siemens, Syngenta, Unilever e Walmart.

Marina Grossi, presidente do Cebds, destacou o desafio de fazer mais com menor impacto e a importância da visão de longo prazo. Para isso o Cebds lançou, em 2012, o "Visão Brasil 2050", documento com uma visão de futuro sustentável. "A Agenda representa um avanço histórico na relação entre os setores público e privado, quando pela primeira vez grandes empresas apresentaram propostas para o desenvolvimento sustentável, iniciando um diálogo com governantes desde o início do mandato", afirmou. "É uma nova forma de fazer política em que buscamos criar aderência às boas práticas do meio empresarial, dar escala a essas ações e aumentar a competitividade do Brasil internacionalmente", completou.

As propostas foram apresentadas pelos CEOs aos candidatos à presidência, para validarem com quais pontos da Agenda se comprometem previamente. Após a definição do novo presidente, será feito um novo encontro, em janeiro, para a entrega formal das propostas validadas pelo candidato e a criação de um fórum permanente de acompanhamento do que foi discutido. O documento será também apresentado para as lideranças partidárias e Congresso, já que as decisões envolvem todas essas esferas e o intuito é que a discussão seja ampliada e endossada pelo máximo de futuros governantes. A agenda está disponível no endereço cebds.Org.Br/agenda.

O Cebds é uma associação civil sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável em empresas que atuam no Brasil, por meio da articulação junto aos governos e a sociedade civil. Hoje reúne em torno de 70 empresas, dos maiores grupos empresariais do País, com faturamento de cerca de 40% do PIB e responsáveis por mais de um milhão de empregos diretos. É representante no Brasil do World Business Council for Sustainable Development, que conta com quase 60 conselhos nacionais e regionais em 36 países e de 22 setores industriais, além de 200 grupos empresariais.

Diálogo 

 Em setembro, o Cebds convidou um grupo de jornalistas para o primeiro "Diálogo com Jornalistas", em São Paulo, para discutir a cobertura das eleições, do ponto de vista da sustentabilidade, e aprofundar o debate sobre dois temas vitais para o desenvolvimento do país: água e energia.

O workshop para jornalistas "Eleições 2014: sustentabilidade na cobertura da imprensa" foi conduzido por quatro lideranças do setor empresarial e da academia: Alexandre Szklo, professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ; Samuel Barreto, diretor do Movimento Água para São Paulo (MApSP) da The Nature Conservancy (TNC); Rui Nogueira, diretor da Patri Políticas Públicas; e Marina Grossi, presidente do Cebds. Samuel destacou que a crise de abastecimento de água como uma oportunidade de mudança de paradigma na gestão da água, da governança como indutora de boas práticas.

SAIBA MAIS  

 Objetivo 1: Agregar valor aos produtos da indústria brasileira 

 Defender o "Selo Brasil", capaz de diferenciar nos mercados internacionais produtos brasileiros confeccionados com matriz energética mais limpa e menor emissão de CO2.

Nas compras governamentais, adotar critérios de sustentabilidade que privilegiem produtos com menor impacto ambiental.

Objetivo 2: Valorizar e proteger os ativos e recursos naturais brasileiros 

 Regular e incentivar o Pagamento por Serviços Ambientais, a partir de projetos da iniciativa privada, por meio de dedução de impostos devidos - no padrão lei Rouanet.

Instituir novo marco legal do patrimônio genético, para desburocratizar o acesso à biodiversidade e ao conhecimento tradicional, de forma sustentável.

Estabelecer uma política de bonificação tarifária para consumo inteligente no uso da água e de energia na indústria, no comércio e em ambientes condominial e rural.

Objetivo 3: Ampliar o acesso à infraestrutura e serviços básicos e de qualidade para a população 

 Estabelecer metas via Lei de Responsabilidade Sanitária, para melhorias nos indicadores de saneamento, com penalização ou premiação, e estimular a ampliação das parcerias.

Promover uma melhoria sistêmica na qualidade da educação básica incluindo modelos de gestão compartilhada com a iniciativa privada.

Objetivo 4: Promover eficiência e qualidade de vida nos centros urbanos brasileiros 

 Estabelecer requisitos de construção sustentável certificada, como o estímulo de sistemas de aquecimento solar, racionalização do uso de água e reciclagem de resíduos.

Ampliar a oferta de transporte público de qualidade, diversificando modais e informatizando a operação e fiscalização.

Objetivo 5: Liderar a transição para a economia de baixo carbono 

 Criar políticas de leilões regionais e por fonte geradora, de modo a construir uma matriz elétrica mais equilibrada.

Estabelecer políticas de incentivo aos investimentos em smart grid para ampliar o consumo inteligente de energia e a geração distribuída, inclusive por meio de fontes limpas e renováveis.

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