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MERCADO IMOBILIÁRIO PODE SURPREENDER NO SEGUNDO SEMESTRE

Mercado Imobiliário >> Alta na Selic ainda não acende sinal de alerta e segmento deve reagir bem às projeções da economia.

As previsões econômicas para o segundo semestre de 2014 apontam para novas altas da taxa Selic - que pode chegar a 11,25% - e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,5%, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central, divulgada no início de Junho. Diante desse cenário, como o mercado imobiliário vai reagir?

                “A alta na taxa básica de juros impacta o acesso dos consumidores ao financiamento. Contudo, o mercado surpreendeu em 2013 e até bateu recorde  no volume de financiamento, que aumentou 34%. A julgar pela força que a demanda demonstrou no ano passado, 2014 será um ano de desempenho bom”, avalia Ariano Cavalcanti conselheiro da CMI/Secovi-MG.

                A Selic vem de sucessivas altas desde 2013. O panorama, entretanto, não impactou significantemente o setor, uma vez que o grande financiador do credito imobiliário ainda é a poupança como explica o vice-presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento (Acrefi), Aquiles Leonardo Diniz. “A poupança possui juro preestabelecido e, por isso, as altas da Selic ainda não refletiram de maneira conciliável no segmento imobiliário. Além disso, o financiamento representa cerca de 8% dos negócios imobiliários, percentual que deve chegar a 30% até 2020.”

                Um contexto de novas altas da taxa de juros, no entanto, acenderia o sinal de alerta no planejamento de construtoras e incorporadoras, como avalia Ariano Cavalcanti. “Alta nos juros e o baixo crescimento do PIB levariam o mercado imobiliário a adotar um posicionamento em relação a novos projetos. O segmento vem de uma acomodação que já duram cinco anos, mas, nesse período, as empresas demonstraram seletividade nos investimentos.” Desta forma, a previsão é de que a velocidade dos lançamentos e o contingente de vendas se mantenham estáveis.

                Mesmo diante de um cenário de acomodação, “o mercado tem se valorizado acima da rentabilidade financeira, muitos imóveis se valorizaram até acima dos juros dos financiamentos e o aluguel esta competitivo com as aplicações, o que garante um bom resultado financeiro ao setor”, completa Ariano Cavalcanti.

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