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CONHEÇA PLANTAS QUE RESISTEM A (QUASE) TUDO

Diversos >> Em tempos de racionamento de água, por que não usar na decoração espécies que necessitam de pouco cuidados?

O momento do Brasil, e por que não dizer gobal, grita a necessidade de união entre as pessoas para um esforço maior a favor da manutenção da vida na Terra, e revela a urgência de um olhar consciente aos mínimos detalhes. Economizar está na ordem do dia. Em tempo de muito calor, baixa umidade e problemas com o abastecimento hídrico, elas resistem a quase tudo: sol intenso, sombra permanente, pouca rega e até mesmo a donos inexperientes ou desatentos. Para quem gosta de ter as plantas sempre perto, o jardim colorido, e não quer desperdiçar água, espécies de fácil cultivo, duras de morrer, são uma ótima opção para desfrutar e preservar a natureza, dentro ou fora de casa.

Para as paisagistas Carla e Marina Pimentel, a experiência da profissão muitas vezes nasce da observação do meio ambiente. Segundo as profissionais, as plantas nativas, dentro do hábitat, podem ser consideradas como as que têm maior resistência. Uma vez adaptadas ao local, sobrevivem nas mais variadas temperaturas: calor, frio, pouca chuva e muita seca. “Podemos pensar na mata da Serra do Rola-Moça, onde tanta coisa acontece. Na seca, é inevitável que aquelas plantas sofram com queimadas, quando chegamos a temer a destruição total da vegetação. Mas basta um pouquinho de chuva e tudo se regenera. Nada se perde quando as plantas estão no seu ecossistema, digamos assim.”


Quando se fala em plantas exóticas, específicas para projetos paisagísticos ou livremente inseridas no contexto doméstico, Carla e Marina explicam que existem aquelas de manutenção simples, consideradas anuais, perenes e sustentáveis. “Geralmente, são essas as escolhidas para áreas públicas, sítios, fazendas, hotéis, condomínios e para urbanização paisagística no geral”, esclarecem. Elas citam diversas espécies de palmeiras como de fácil adaptação, como as palmeiras Syagarus romanzofianus, conhecidas como licuris, as palmeiras Phoenix roebelini e as palmeiras Arecas, entre outras.

 

 

As cactaceas, os populares cactos, também são plantas de poucos cuidados, já que gostam de sol, horas de luminosidade direta e pouca água, podendo ser regadas a cada sete ou 10 dias, salientam as paisagistas. “Mas se forem colocadas em locais sombreados não viverão. Para ser duráveis, precisam do equilíbrio correto.”

As nolinas, ou patas-de-elefante, são outras plantas que duram muito, tolerando sol pleno, meia-sombra ou luz difusa, e diferentes climas. As regas são apenas três vezes por semana, e a terra precisa ser drenável, para evitar o apodrecimento das raízes. “Se estiver plantada no solo, a semente cresce maravilhosamente e se desenvolve com saúde. Em vaso, porém, chega um momento em que o tubérculo atinge tal porte que racha. Então, deve-se retirá-lo e replantá-lo”, orientam Carla e Marina Pimentel. Os dasylirions, acrescentam, também precisam de menos água, mas têm pequenos espinhos na ponta e hastes serrilhadas, que podem machucar, principalmente crianças. São indicados para determinados locais, que sejam compatíveis, de preferência sem circulação.

 

 

De floração branca com detalhes amarelos (a mais conhecida), as moreias formam belos maciços e florescem durante bons períodos em todas as estações do ano. Vistosa, a folhagem é extremamente resistente, e as flores aparecem com maior intensidade nos meses mais quentes. As moreias suportam frio e calor. “Nesse caso, a orientação é o solo adubado e regas regulares”, enfatizam. Variando entre os portes de arbusto ou arvoreta, e com folhas bastantes ornamentais, a clúsia pode ser cultivada em ambientes internos e até a beira-mar, onde outras plantas não sobreviveriam. A folhagem aguenta sol pleno ou meia-sombra, mas pede regas periódicas, e apresenta flores brancas, apelidadas de "cebola- da-mata".

Facilmente adaptável, a iúca vai bem em locais fechados e também resiste ao sol pleno. As regas devem ser espaçadas, deixando o solo seco na maior parte do tempo. As folhas costumam juntar pó, portanto, devem ser limpas constantemente. Da família das suculentas, a babosa é mais uma casca-grossa - pode estar em sol pleno ou meia-sombra, é de pouca rega e não liga para mudanças bruscas de temperatura. Tem flor amarela, branca, vermelha ou laranja. Já a espada-de-são-jorge tem crescimento lento, mas também é durona. Em sol direto ou à meia-sombra, atura frio e calor e não precisa de muita água – aliás, é bom atentar para o vaso não ficar encharcado.

 

 

 

 

A pacová, por sua vez, não gosta de receber sol diretamente e se contenta com generosa luminosidade – dessa forma, é ideal para interiores e varandas que não recebem muito sol. A crássula tem desenvolvimento rápido e pode ser cultivada em áreas internas ou externas, adequando-se com facilidade. Gosta de uma boa dose de luz diária e pede pouca rega. A agave, ou piteira, pode ser plantada à meia-sombra, mas cresce melhor a pleno sol. As regas devem ser frequentes, mas sem exageros.

Outro exemplo é a herbácea zamioculca, que não é fã do sol e se ajusta a lugares sombreados e ambientes internos. Quanto à água, é preferível deixá-la passar sede a regar em excesso. Carla e Marina Pimentel brincam: “Nem as plantas são imortais. Elas embelezam a casa e alegram nosso dia a dia, e temos prazer em replantar quando alguma é perdida. É o ciclo normal da natureza, como na vida”.

 

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