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AVANÇO EM SUSTENTABILIDADE

Construção Sustentável >> Substituição do amianto na construção civil pode gerar impactos positivos no meio ambiente. Aumento da demanda nos setor por fibras alternativas deve tornar produtos mais competitivos.

Estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o primeiro realizado por uma universidade sobre o uso de fibras alternativas na indústria do fibrocimento, indica que não haverá impacto significativo na economia brasileira com o banimento do amianto na construção civil. O estudo verificou que as atividades da cadeia produtiva não sofrerão descontinuidade e não haverá impacto sobre emprego renda e arrecadação de impostos.

            Além disso, os custos são compatíveis e tendem a se tornar mais competitivos quando houver demanda maior por esses produtos. Segundo João Carlos Duarte Paes, presidente da Associação Brasileira de Indústrias e Distribuidores de Produtos de Fibrocimento (Abifibro), o Brasil vive um momento de crescimento, de investimentos em melhorias e em tecnologia que o tornam cada vez mais competitivo, “A substituição do Amianto por fibras alternativas nos produtos de fibrocimento significariam um grande passo do país em termos de sustentabilidade, ou seja, na geração de benefícios econômicos, sociais e ambientais.

            Segundo o International Green Building Council, o Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, atrás dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes.

            O vice-presidente da Área de materiais, Tecnologia e Meio Ambiente do Sinduscon/Secovi, Geraldo Jardim Linhares Jr., cita várias opções no mercado e exemplifica no caso de telhas (nas qual a de amianto era a mais usada): “Hoje temos o PVC colorido, bem mais leve, a cerâmica e uma gama de opções”. Ele não vê grandes impactos no setor da construção ou da indústria caso o Brasil adote o banimento do produto.

            O fibrocimento, o cimento reforçado, é encontrado em telha, caixas d’água e outros produtos eram feitos com amianto. Hoje, estão disponíveis no Brasil alternativas sintéticas, como o fibrocimento composto com fios de PVA (poliálcool vinílico) e PP (popipropileno), fibras reconhecidas pelo Ministério da Saúde como seguras à saúde.

            Segundo o presidente da Abifibro, o PVC e o PP é 100% recicláveis, o que facilita e barateia o descarte dos produtos que levam amianto. “Eles entram na categoria D, dos resíduos perigosos, e seu descarte requer um processo diferenciado e de custos altos.”

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