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CONSTRUÇÃO, ENERGIA E SAÚDE INFLUENCIARAM O RESULTADO

Notícias >> As atualizações no cálculo do PIB que mais influenciaram a forte elevação no crescimento de 2011 foram os acréscimos de informações sobre a indústria da construção civil

As atualizações no cálculo do PIB que mais influenciaram a forte elevação no crescimento de 2011 foram os acréscimos de informações sobre a indústria da construção civil, a produção de energia elétrica e detalhamento de dados da saúde.

 Os motivos foram destacados ontem pela coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, mas economistas de fora do órgão de estatísticas chamaram a atenção também para a contribuição da consolidação de dados de serviços e comércio, além da indústria.

 "Antes a gente considerava que a construção civil evoluía de acordo com os principais insumos consumidos. Como a mão de obra tem um peso muito relevante nesse setor, agregamos esses custos na medição. A gente melhorou essa captura do crescimento real da construção e isso teve impacto positivo especialmente em 2011", explicou Rebeca.

 O PIB da indústria da construção civil teve uma das maiores revisões. Antes, o crescimento em 2011 havia sido de 3,6%, e aumentou para 8,3%. Com isso, o crescimento do PIB industrial como um todo, que havia sido calculado em 1,6%, passou para 4,1%. No PIB de serviços, com o maior peso no total, a revisão do crescimento de 2011 foi de 2,7% para 3,4%.

 No caso da produção e distribuição de energia elétrica, o IBGE passou a levar em conta o custo maior de geração com o acionamento das usinas termoelétricas. Quando as térmicas são acionadas, o PIB fica menor. Se são desligadas, o PIB aumenta. Em 2011, as usinas termoelétricas foram menos acionadas do que em 2010. Por isso, o PIB desse setor cresceu mais do que o inicialmente calculado e contribuiu para alavancar o PIB industrial.

 O IBGE aproveitou a adequação do cálculo do PIB aos padrões internacionais para fazer outras atualizações importantes, como as medições na construção civil e no setor elétrico.

 A mudança no crescimento de 2011 foi afetada mais por essas outras atualizações, mas, segundo o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, as pesquisas anuais para indústria, serviços, comércio e construção, do próprio IBGE, já sugeriam um PIB maior. "Se o IBGE divulgasse hoje (ontem) o PIB definitivo com a metodologia antiga, 2011 já teria uma elevação no crescimento."

 O PIB definitivo é tradicionalmente divulgado pelo IBGE com dois anos de defasagem, mas sua publicação ficou suspensa por causa das atualizações. O primeiro dado sobre o PIB anual é sempre baseado nas informações trimestrais. O dado definitivo é recalculado com as pesquisas anuais, mais aprofundadas
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