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FOGÃO A LENHA ADICIONA UMA PITADA GOSTOSA DE INTERIOR

Decoração >> A peça volta a ganhar espaço em casas e apartamentos, só que, desta vez, repaginada em projetos contemporâneos

"Fim de semana na casa dos avós, lá no interior. Todos acordam bem cedo, junto com o galo, dono do galinheiro. O cheiro é de café novo, fumaça de lenha e prosa. (…) No canto da parede as brasas já brilham o vermelho do fogo. (...) As pessoas se juntam ao redor, os rostos vão ficando corados e alma se aquece. É o aconchego do fogão a lenha." A crônica do almenarense Camilo Durante de Assis traduz o sentido íntimo da cozinha para o mineiro, uma espécie de compasso que marca o dia, anuncia o passar sensível das horas e celebra o encontro de todos.

Na essência desse suave movimentar, o fogão a lenha protagoniza o ambiente desde tempos remotos, por aqui e em todo país, fornecendo com apreço o alimento, mas também estabelecendo relações de convívio, trocas e afetos. Na realidade atual, cheia de aparatos eletrônicos e luzes azuladas, ele volta à cena doméstica repaginado, aparece nos projetos contemporâneos em diversas roupagens para fazer o morador se reconectar a uma época ancestral e, sem correria, reunir amigos e parentes para compartilhar.

Para as designers Cátia Carneiro e Mazarelo Carneiro, o fogão a lenha tem sempre um apelo familiar, que vem do sentido da convivência, do agrupamento e, claro, da boa comida. Hoje, explicam, ele consegue entrar em praticamente todos os tipos de composição decorativa, já que agora é encontrado em vários modelos, dos mais rústicos aos modernos, e com opções de receber o acabamento ao gosto do cliente. "Existem peças de ferro, tijolinho, aço fundido, alvenaria, esmaltadas e com diversas formas de finalização, do inox, o ladrilho hidráulico ao barro", elucidam.

Com a ressignificação da cozinha na casa do século 21, os lugares onde o fogão a lenha pode ser inserido são novamente valorizados, e ele cabe bem em espaços gourmet, coberturas e varandas, por exemplo. "Vivemos um momento de resgate de tradições, de reconhecimento da gastronomia mineira, marcada fortemente pela cozinha a lenha. Com o fogão, os cômodos são criados para receber, cozinhar e experimentar as variadas comidinhas, nos remetendo a princípios culturais", pontuam Cátia e Mazarelo.

 

Criando uma atmosfera de aproximação e acolhimento, na opinião da designer de interiores Fabiana Visacro o fogão a lenha agrada quem aprecia ter intervalos de comunhão entre os que se gostam e procura qualidade de vida dentro de casa. Um elemento muito comum nas residências antigas, principalmente no interior, para Fabiana o fogão a lenha é a cara da mineiridade com sua forma de bem recepcionar as visitas, mas atualmente expande as possibilidades de uso na arquitetura e decoração e, dependendo da harmonização com o que está em volta, o resultado estético do ambiente muda. "Geralmente é preciso dar atenção ao espaço de circulação ao redor do fogão, que não pode ser muito pequeno, mesmo considerando que existem modelos compactos. Como ele é um volume de peso, e acompanha muitas vezes a churrasqueira, um forno de pizza, um frigobar ou uma bancada, acho que manter o restante da composição mais neutra é uma boa dica. Nos demais elementos, pensar nos móveis, luminárias, cores, obras de arte ou itens de design arrojado, é o que vai definir o tom do projeto", explica Fabiana.

 

Segundo a arquiteta Fernanda Neiva, a preferência é que o fogão a lenha esteja em uma área externa ou um local interno com bastante ventilação. Para quem gosta de se arriscar nas panelas, mexer com fogo e ver o tempo passar, em suas palavras, o equipamento é querido. "O fogão a lenha traz uma lembrança das nossas origens, de como se cozinhava antigamente, e isso pode ser reconfortante nos dias de hoje", diz.

 

Fonte: Lugar Certo

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